Regional

Marília: Butantan mapeará Covid

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Marília - A partir desta quarta-feira (3), o Lab Móvel do Instituto Butantan estará no Centro de Marília (100 quilômetros de Bauru), em frente ao Ganha Tempo. O laboratório itinerante tem como objetivos mapear e sequenciar o vírus SARS-CoV-2, além de acelerar processo de testagem dos casos suspeitos de Covid-19 e de identificação das variantes que circulam na cidade e adjacências. Segundo a prefeitura, até o dia 18 de novembro, cerca de 500 análises de amostras deverão ser feitas.

Além de Marília, outros 24 municípios serão mapeados - Adamantina, Alvinlândia, Arco-Íris, Assis, Bastos, Borá, Cândido Mota, Cruzália, Gália, Garça, Guaimbê, Ibirarema, Inúbia Paulista, Lucélia, Maracaí, Oriente, Oscar Bressane, Osvaldo Cruz, Ourinhos, Paraguaçu Paulista, Pedrinhas Paulista, Pompéia, Salto Grande e Santa Cruz do Rio Pardo. As amostras serão coletadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de cada cidade e encaminhadas ao laboratório itinerante.

De acordo com o Instituto Butantan, com as análises realizadas no Lab Móvel, é possível obter o resultado dos testes para diagnóstico da Covid em até 24 horas (a partir do momento em que as amostras chegam ao contêiner). Em seguida, as amostras positivas são separadas e será iniciado o sequenciamento, que pode durar de três a seis dias. Já a identificação das variantes pode levar até 12 dias. Fora do contêiner itinerário, esse processo pode durar de 10 a 12 dias.

O veículo, equipado com alta tecnologia, possui três sequenciadores genéticos, extrator de DNA, centrífuga, seladora, geladeira e freezer para armazenamento de amostras. O investimento total foi de R$ 3 milhões. "Nosso objetivo, com o Lab Móvel, é analisar as amostras com mais agilidade e assertividade para entender quais regiões do Estado precisam de mais atenção", explica Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan.

O prefeito de Marília, Daniel Alonso (PSDB), ressalta que a testagem, o sequenciamento do coronavírus e a identificação das diversas variantes em circulação na região ajudarão a direcionar as políticas públicas locais voltadas ao controle da pandemia. "O objetivo é que a agilidade nos exames e a identificação de variantes favoreça a tomada de decisões pelas autoridades de saúde e poder público, avançando no controle da disseminação viral", diz o chefe do Executivo.

INTERAÇÃO

Os moradores das cidades que recebem o Lab Móvel podem acompanhar os trabalhos dos pesquisadores de perto. A estrutura do veículo, de mais de 12 metros de comprimento e quase 3 metros de altura, conta com uma parte de vidro que permite a observação dos procedimentos realizados. "A iniciativa permite que as pessoas vejam os equipamentos e cientistas do Instituto Butantan em ação, aproximando ainda mais a ciência da população brasileira", afirma Eduardo Araújo, CEO da Loccus, parceira do Butantan no projeto.

Esta será a quinta parada do laboratório itinerante, que começou a operar em Aparecida, na região do Vale do Paraíba, e, nas duas últimas semanas, esteve em Araçatuba, onde 2 mil amostras foram testadas em 13 dias e 10 mil testes de Covid-19 foram realizados. O projeto Lab Móvel envolve cerca de 20 funcionários do Butantan e já soma mais de 430 horas trabalhadas e mais de 10 mil amostras testadas no período.

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