São Paulo - O médico da Prevent Senior Rodrigo Barbosa Esper, autor do estudo sobre a efetividade da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com Covid, reconheceu que cometeu um equívoco no registro do documento que analisou a reação de doentes ao medicamento.
Em depoimento à CPI da Prevent, conduzida pela Câmara Municipal de São Paulo, nesta quinta-feira (11), Esper disse que analisou os dados da equipe de telemonitoramento dos pacientes da operadora com sintomas gripais no início de abril de 2020, dias após os primeiros registros de Covid.
Dos cerca de 600 pacientes, num total de 1.700 atendimentos, 5% tomaram o chamado "kit Covid", composto por medicamentos como hidroxicloroquina e azitromicina -que não têm comprovação de efetividade no tratamento da doença- e tiveram menos necessidade de internação.
"Quando me deparei com isso, entendi que era um dever ético e moral avisar a comunidade médica", disse Esper durante o depoimento aos vereadores.
Com base nesses dados, o médico relatou que redigiu um artigo observacional e o incluiu de forma equivocada sob número de outro tipo de investigação registrado na Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa).
A análise com os números do telemonitoramento da Prevent Senior feita por Esper foi publicada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em uma rede social e causou controvérsias.