Existe um Brasil livre dos discursos de ódio. Assim foi definido o Brazil Climate Action Hub, o pavilhão da sociedade civil na COP-26 de Glasgow - o lugar onde o Greenpeace esbarra com o agronegócio, o influencer do Complexo do Alemão conversa com banqueiros, e empresários discutem com cientistas.
O Brasil teve dois pavilhões, o "oficial" e este muito mais movimentado - e frequentemente lotado. Quem não consegue entrar acompanha as mesas de debates pelas paredes envidraçadas. De tempos em tempos o corredor entope, e seguranças escoceses apareciam para liberar o caminho. Não raro a agitação transborda para o estande vizinho, dos Emirados Árabes, transformado numa espécie de lounge dos brasileiros.
O pavilhão refletiu a diversidade dos brasileiros.
"Num único dia, passaram por lá líderes empresariais, como Marcello Brito, da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG); especialistas em desmatamento, como Tasso Azevedo, da MapBiomas; e representantes do terceiro setor, como Ilona Szabó, do Instituto Igarapé.