Muitas pessoas aqui do Brasil achavam maravilhoso quando anunciava-se nos Estados Unidos, em alguns países europeus e nos milionários asiáticos quando se mostravam, por aqui, que em postos de combustíveis os próprios motoristas escolhiam uma bomba e o combustível, pagavam em uma máquina com dinheiro ou cartão e iam abastecer seu veículo. Ou, em alguns casos, pagavam seu bilhete do metrô sem ter contato com atendente mal-humorado. Entrar em um supermercado, comprar, embalar e pagar com o cartão, ou dinheiro, sem esperar a lentidão de um operador de caixa em treinamento.
Uau! Que coisa linda de se ver.
Mas, lá fora, calibrar o pneu do automóvel tem um custo. São centavos de dólar ou euro, mas tudo bem. É "modernidade". Mas está chegando por aqui tais benesses do sem contato, sem aborrecimento. Eita, que bom!
Nada. Vamos ter que pagar para calibrar nossos pneus. Às vezes, nem temos as tais moedinhas no bolso. Toma cartão para pagar cinquenta centavos.
Vamos ter que abastecer nossos veículos. Bom. Nem tanto. Sairemos dos postos com cheiro de álcool ou gasolina/diesel em nossas mãos. Limpar onde? Nos supermercados, os atendentes descompromissados não nos perturbarão, mas faremos o serviço que era deles.
Espere um pouco. E o desemprego?
Faremos o serviço de outro achando bom, mas nos esquecendo que estamos contribuindo com o fechamento de postos de trabalho... e vamos achar bom?
Tem modernidade que vem para pior.
Isto só em alguns setores, mas teremos muito mais desempregados em curto espaço de tempo. Talvez um ou dois anos!
Pensemos agora, no amanhã!
O autor é jornalista/radialista/filósofo, pós-graduado em Gestão Escolar, MBA em Gestão Pública.