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Entenda a variante, ainda sob análise


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A Ômicron (B.1.1.529) apresenta um número "extremamente alto" de mutações e "podemos ver que ela tem potencial para se espalhar muito rapidamente", afirmou o virologista Túlio de Oliveira, em entrevista coletiva online supervisionada pelo Ministério da Saúde da África do Sul.

Além da potencial maior capacidade de disseminação, também há preocupação quanto a mutações ligadas a um possível escape imune, ou seja, possibilidade de redução de eficácia de vacinas. Os cientistas ainda não têm como fazer afirmações mais precisas sobre isso.

30 MUTAÇÕES

Oliveira aponta que há mais de 30 mutações na proteína S (spike), através da qual o vírus se liga em células humanas para efetuar a invasão, o que faz com que essa variante seja muito diferente das cepas que circulam no mundo.

"Existem muitas variantes, mas algumas não têm influência sobre a evolução da epidemia", comentou em uma entrevista coletiva John Nkengasong, do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças da União Africana), minimizando a importância que o mundo está dando para a notícia. Um caso foi detectado na Bélgica.

INFECÇÃO CRÔNICA

Segundo o professor de microbiologia clínica da Universidade de Cambridge, Ravi Gupta, a Ômicron mostra sinais de "mutação cumulativa", o que indica que surgiu em uma infecção crônica.

Ele afirmou que há motivos para preocupação porque os pontos em que as mutações foram identificadas podem estar associados à ação de anticorpos neutralizantes, à capacidade do vírus de penetrar nas células e de se propagar de célula a célula.

AUMENTO

De acordo com a OMS, o surgimento da Ômicron coincide com um momento de alta abrupta nos casos de Covid-19 na África do Sul, e testes PCR realizados no país indicam uma maior capacidade de disseminação da cepa.

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