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Em um intervalo de 5 meses, Cetesb volta a multar prefeitura pelo aterro

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Em um intervalo de cinco meses, a Prefeitura de Bauru voltou a ser multada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) por continuar dispondo de forma inadequada, no aterro sanitário, de grande quantidade de resíduos volumosos, como sofás, colchões, pedaços de móveis e de madeira, e restos de podas de árvores e de capinação sem separação, compactação ou cobertura. Em junho, o Executivo já havia sido autuado em R$ 4.363,50 pelo manejo irregular da área, conforme o JC noticiou. Como nenhuma solução foi providenciada, nova penalidade foi aplicada, desta vez com o dobro do valor (R$ 8.727), por ser reincidente. A prefeitura diz que irá recorrer.

Ambas infrações da Cetesb também levaram em conta outros problemas, como a "disposição inadequada de ferragens diversas e veículos em extensa área ao ar livre, se deteriorando sobre o solo; além de resíduos diversos em área próxima à lagoa de contenção de chorume, com características incompatíveis com o local".

Para tentar resolver a situação, a prefeitura informa que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), atual gestora do aterro, conta com pá carregadeira e retroescavadeira para organizar os resíduos verdes e volumosos recebidos no local, além de cinco funcionários. Há previsão de ampliar a equipe com contratações. O Executivo disse ainda estar organizando melhor os resíduos para evitar novas infrações e permitir o controle e organização do espaço.

No entanto, segundo a reportagem apurou, o maquinário disponível é insuficiente para realizar o serviço de compactação dos resíduos e a cobertura com camada de solo. A informação reforça o que o JC já havia noticiado em junho, quando a Emdurb ainda gerenciava a área. Na ocasião, a empresa municipal disse não contar com uma máquina de compactação adequada, por isso não tinha como processar o material para o posterior aterramento na chamada área de inertes.

SEM COBERTURA

Conforme o auto de infração da Cetesb, todo esse material está descartado sem nenhum tipo de cobertura. A companhia ambiental já havia manifestado a preocupação com a possibilidade de incêndios. Conforme apurou reportagem do JC, esse risco é iminente, porque são materiais com alto poder calorífico, em grande quantidade.

Sobre a falta de compactação e cobertura, a Semma alega estar discutindo a maneira mais adequada de realizar o serviço e, para isso, precisará de uma estruturação com mais equipamentos e mão de obra no aterro.

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