Tribuna do Leitor

A Covid, o Carnaval e a hipocrisia

Pedro Valentim
| Tempo de leitura: 1 min

Dezenas de cidades do interior de São Paulo estão cancelando os desfiles de Carnaval devido à preocupação com a nova variante da Covid vindo da África do Sul e, por conseguinte, a 4ª onda na Europa.

A resposta para essas iniciativas é por causa da aglomeração popular que a Festa de Momo costuma causar. Mas para dizer que não falei das flores, é preciso citar que Igrejas, praias, motociatas, piscinas, centros comerciais, ônibus, shoppings, estádios de futebol, fórmula 1, shows, rodeios, bailes e outros estão funcionando todos cheio de gente aqui no Brasil.

Pergunta-se: esses lugares não transmitem Covid? É só o Carnaval que tem que ser cancelado por causa da doença?

Para o bom observador, é notório que por trás dessa insurgência falso moralista esconde-se um preconceito social e até cruzada religiosa contra a maior festa popular. Causa espanto que até os negacionistas da vacina que eram contra o 'fique em casa' agora se tornaram a favor do cancelamento do Carnaval.

Mas, tudo bem, se a conclusão é evitar aglomeração pública devido á Covid, nada contra. E merece até aplausos!

Desde que seja para todos os lugares que acumulam pessoas e sabemos muito bem que essa realidade não ocorre só no Carnaval.

Caso contrário, somos obrigados a dizer que 'já raiou a hipocrisia no horizonte do Brasil!

PS - Ao decidirem mandar o Relatório da CEI da Fersb para o Ministério Público, mais uma vez os vereadores de Bauru deram uma de Pôncio Pilatos ao lavar as mãos.

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