Internacional

Países se fecham para conter Ômicron

FolhaPress
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Bruxelas - Pressionados para controlar a disseminação da Covid e agora ainda mais com a nova variante Ômicron, governos europeus começaram a recorrer a multas altas para dobrar a resistência dos que se recusam a seguir restrições, além de fecharem os aeroportos e impedir voos vindos de ao menos oito países africanos.

Na Inglaterra, que tornou obrigatório o uso de máscaras no transporte público e em locais fechados, a multa por desrespeito à regra começa em 200 libras (R$ 1.500) e pode chegar a 6.400 libras (R$ 47,8 mil). A obrigatoriedade passou a valer às 4h desta terça-feira (30).

Segundo o premiê britânico, Boris Johnson, as medidas são necessárias para "ganhar tempo" até que os cientistas descubram se a nova variante é mais perigosa que as anteriores. "Se descobrirmos que esta variante não é mais perigosa do que a Delta, então não manteremos as medidas em vigor por um dia a mais do que o necessário", afirmou Sajid Javid, secretário de Saúde do Reino Unido.

Na Áustria, que pretende tomar a vacinação obrigatória a partir de fevereiro, a multa para quem não tomar o imunizante pode chegar a 7.200 euros (R$ 46 mil). Antes mesmo do sequenciamento da Ômicron, o país havia decretado confinamento no dia 22 de novembro, para conter o crescimento no contágio da Covid. O país tem tido dificuldades para ampliar a vacinação, estacionada em cerca de 65%, considerada insuficiente para barrar a transmissão do patógeno. 

GRÉCIA E JAPÃO

 O governo grego anunciou nesta terça que todos os residentes com 60 anos ou mais devem se vacinar completamente. Os que não marcarem a primeira dose estarão sujeitos a multas de 100 euros mensais (R$ 635).

O Japão, após meses sob estado de emergência, viveu entre outubro e novembro dias de otimismo, com mais de 75% da população vacinada. Mas agora já detectou o primeiro caso da nova variante.

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