Regional

MP instaura inquérito sobre caso dos búfalos de Brotas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Brotas - O Ministério Público Estadual (MP) instaurou inquérito civil para apurar os maus-tratos a búfalos na fazenda Água Sumida em Brotas (100 quilômetros de Bauru). A portaria do procedimento cita não apenas a situação de abandono em que os animais foram encontrados e a morte de dezenas deles, mas se debruça também a eventuais danos ambientais provocados à vegetação e ao curso hídrico existentes no local. Entre as diligências determinadas pelo promotor de Justiça Cassio Sartori estão a requisição de documentos relativos à fazenda e a juntada de laudo elaborado pelo Centro de Apoio à Execução (CAEx) do MPSP.

Uma reunião para tratar do caso foi marcada para 6 de dezembro. Na esfera criminal, o MP aguarda conclusão dos 2 inquéritos policiais em andamento.

Na quinta (2), autoridades estiveram na Fazenda Água Sumida e até um sobrevoo de helicóptero foi feito para mapear o rebanho. Boiadas que estavam perdidas pela fazenda, que tem mais de 500 alqueires, foram levadas para área nomeada por voluntários como "pasto paraíso". No local, uma piscina natural foi montada para ajudar na recuperação dos animais debilitados.

A fazenda também tem passado por uma nova perícia, na qual búfalas que morreram têm sido desenterradas para a coleta de material para exames. O objetivo das autoridades é identificar se há vestígios de que animais foram enterrados vivos no local. A fazenda tinha 1.056 búfalos cadastrados. Uma procuradora do Trabalho em Bauru também visitou o local. O dono da fazenda, Luiz Augusto Pinheiro de Souza, nega maus-tratos. Ele diz que alguns animais morreram de forma natural, por velhice.

 

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