São Paulo - A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou neste sábado (11) o quarto caso da variante ômicron, o sétimo no Brasil. O paciente é um homem de 67 anos sem deslocamento recente para outro país. Ele tem esquema vacinal completo e reforço com Pfizer, e apenas sintomas leves, como calafrios.
O paciente teve diagnóstico positivo para Covid-19 em 7 de dezembro, após realizar um teste de PCR, e sua amostra foi submetida a sequenciamento genético, tendo a ômicron como resultado. Ele está em isolamento domiciliar.
Este é o quarto caso de ômicron confirmado em São Paulo. Os três anteriores eram importados, e todos os pacientes tinham vacinação completa e relato de sintomas leves ou assintomáticos. No Brasil, até o momento, foram confirmados sete casos, sendo quatro em São Paulo, dois no Distrito Federal e um no Rio Grande do Sul.
O QUE SE SABE
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou esta semana o que se sabe, até o momento, sobre a variante ômicron. As primeiras observações indicam que ela se espalha mais facilmente do que o vírus Sars-CoV-2 originário e do que variantes como a delta.
A maioria dos pacientes estão assintomáticos e foram colocados em isolamento. Todos os infectados contabilizados até o momento completaram o esquema vacinal contra a Covid-19 e são considerados casos importados, já que estiveram em locais onde há circulação da variante ou têm vínculo com alguém que veio dessas localidades, à exceção deste novo caso. Pessoas próximas aos casos confirmados estão sendo monitoradas.
SEM RESPOSTAS
De acordo com a agência, ainda são necessários mais dados para saber se as infecções pela variante causam doenças mais graves ou mais mortes do que a infecção por outras variantes. Também não se sabe ainda se haverá reinfecções e infecções emergentes em pessoas totalmente vacinadas contra a Covid-19.
A Anvisa já solicitou aos desenvolvedores de vacinas aplicadas no Brasil que avaliem o impacto da variante na eficácia de seus imunobiológicos. A princípio, acredita-se que as doses atuais devem proteger contra doenças graves, hospitalizações e mortes mesmo em casos de infecção pela ômicron, o que, segundo a agência, ressalta ainda mais a importância da vacinação completa e da dose de reforço, especialmente para os mais vulneráveis: idosos, indígenas, imunocomprometidos, pessoas com comorbidades e profissionais de saúde.
REMÉDIOS
A Anvisa informou que está acompanhando as discussões internacionais sobre o tema, sobretudo em relação a anticorpos monoclonais. Cientistas estão trabalhando para determinar o quão bem os tratamentos existentes para Covid-19 funcionam em casos de infecção pela variante.