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Caso Henry Borel tem protesto no Rio

FolhaPress
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Rio de Janeiro - O segundo dia de audiência do caso Henry teve protesto em frente ao Tribunal de Justiça do Rio e ânimos exaltados dentro do plenário, onde Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o dr. Jairinho, estão sentados no banco dos réus. Os dois são suspeitos pela morte de Henry Borel, 4 anos, morto em março deste ano. 

Na audiência desta quarta (15), um grupo segurava cartazes com fotos de Henry e pedia que o casal fosse a júri popular. "A Monique foi conivente. Ela fez selfie na delegacia. Isso não é mãe. Ela sabia que ele estava ali massacrando o filho dela. Ela queria dinheiro e status", disse uma mulher usando megafone.

Um bate-boca começou durante o depoimento de Reinaldo César Pereira, casado com uma prima de Monique, quando o promotor Fábio Vieira perguntou sobre os negócios que a família de Jairinho comanda em Bangu, na zona oeste do Rio.

"Eu ouvi dizer que eles são donos de Bangu, são donos da milícia, são donos disso tudo", disse ele. "Mas não posso afirmar nada. Eu não conheço pessoalmente, nem um, nem outro. Agora, o que posso afirmar é que eles são pessoas influentes e poderosas em Bangu."

Responsável pela defesa de Jairinho, o criminalista Braz Sant'Anna interveio e disse que as declarações são baseadas em opiniões, e não em fatos. Thiago Minagé, advogado de Monique, também quis se manifestar e levantou a voz, mas foi repreendido pela juíza. "Calma, doutor. O senhor está nervoso? Então toma um Rivotril. O senhor não pode ficar gritando aqui, não", disse a juíza Elizabeth Machado Louro.

MAIS DEPOIMENTOS

A previsão era que nove pessoas prestassem depoimento nesta quarta (15), entre parentes e amigos de Monique. Essa é a terceira audiência do caso Henry. A primeira foi feita no dia 6 de outubro e durou 14 horas. Na oitiva, foram ouvidas dez testemunhas de acusação, como o delegado responsável pelas investigações e o pai da criança.

O laudo da reprodução da morte de Henry apontou que ele sofreu 23 lesões no total, produzidas mediante ação violenta. Entre elas estão escoriações e hematomas em várias partes do corpo, infiltrações hemorrágicas em três regiões da cabeça, laceração no fígado e contusões no rim e no pulmão. 

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