A cada ano que passa, e em especial esses dois últimos passados, da "era Covid-19", as pessoas se esforçaram para "positivar" os pensamentos, para o ano seguinte.
E sabemos que do ponto de vista da saúde mental, principalmente, melhor remédio mesmo é sermos mais positivos. Isso até com relação a continuarmos vivos, posto que se formos pelo caminho do pessimismo, ou até de realistas demais, não nos ajudará muito. Pois aí seria como "entregar o jogo antes do fim, talvez ainda no primeiro tempo". E mesmo tendo que abrir um parêntese para a realidade, de que a cada ano passado temos lutado com maiores dificuldades, em diversas questões.
Como, por exemplo, a degradação dos ecossistemas, com reações alarmantes para a vida no Planeta. Sem que as autoridades passem a se preocupar com o perigo para lá de proeminente. E, por fim, um vírus que ameaça a todos, sem distinção alguma, e sem precedentes. Isso em que pese todos os esforços para continuarmos nessa nave maravilhosa chamada Terra.
Mas graças a Deus e aos "positivistas", muitos deles cientistas e uns raríssimos políticos, estamos continuando, e tentando... Diferentemente de muitas espécies, inclusive muitas das quais dependeríamos.
Isso para continuarmos a perpetuação da nossa espécie. Mas que mesmo assim foram, ou estão sendo, dizimadas, uma a uma.
Oxalá no próximo ano, contrariemos os números das quatro operações (somas, adição, divisão e multiplicação), que estão todas nos desfavorecendo. Que em 2022 possamos quebrar todos os paradigmas das contas já feitas.
E assim possamos ser positivos e realistas ao mesmo tempo. Sem corrermos o risco de sermos tachados de loucos, sonhadores ou um outro adjetivo, mais pesado e de menos prestígio.
"No balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora acho que chegou a hora
De fazer valer o dito popular"
Desesperar, jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai"
(Ivan Lins/ Vitor Martins)
O autor é colaborador de Opinião.