O Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria de Saúde querem que a Organização Social de Medicina e Educação de São Carlos (Omesc) cumpra o contrato que prevê quatro médicos trabalhando na UPA da Bela Vista e três na UPA Ipiranga. Esse foi um dos pontos debatidos na reunião realizada nesta manhã (4), na tentativa de encontrar uma solução para o furo nas escalas de médicos, que têm provocado longas filas nas unidades. O cancelamento do contrato com a Omesc não está descartado.
Em nota, nesta segunda (3), a Omesc confirmou ao JC, conforme matéria veiculada nesta terça-feira, ter recebido notificação da Prefeitura da Bauru e alega que há "boicote de alguns médicos" pelo fato de o valor do plantão ofertado pela organização ser mais baixo do que o pago anteriormente por outra entidade, mas ressalta que espera "um quadro mais estável de profissionais para os próximos dias".
Há sugestões de reabertura do Pronto-Socorro, mas, segundo a reportagem apurou, o problema maior é a falta de médicos. Além disso, não há como fazer contratações emergenciais.
Na tentativa de desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a Secretaria Municipal de Saúde direcionou pacientes com sintomas leves de síndrome gripal para as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF).
De acordo com a pasta, a população deverá procurar as UPAs apenas em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), com falta de ar, para evitar a sobrecarga das unidades de urgência e emergência de Bauru. Os endereços das unidades de saúde podem ser conferidos em www.bauru.sp.gov.br/saude/servicos_saude.aspx.