Almaty - Nesta quarta (5), manifestantes atacaram prédios públicos e protestaram nas principais cidades do Cazaquistão, incluindo a maior delas, Almaty, e a capital, Nursultan (antiga Astana). A residência oficial do presidente do país, Kassim-Jomar Tokaiev, foi invadida.
Mas o presidente ainda detém o poder, mesmo após todo o seu governo ter renunciado. Tokaiev decretou estado de emergência. O decreto impõe um toque de recolher entre 23h e 7h e proíbe aglomerações de massa durante as próximas duas semanas, segundo a Reuters.
COMBUSTÍVEIS
A queixa nas ruas é contra o preço dos combustíveis.
Os atos começaram no domingo (2), na região de Mangistau, onde o GLP (gás liquefeito de petróleo) é o principal combustível de veículos. Na terça (4), eles se alastraram para a maior cidade, Almaty, e por todas as áreas do país. Prédios públicos foram incendiados, divulgados por blogueiros na internet. Houve, 190 feridos e ao menos 200 prisões. Tudo começou porque o governo liberou os preços do GLP no começo do ano, pegando no contrapé os motoristas que haviam convertido seus carros para rodar com o combustível devido a seu baixo custo em relação à gasolina e ao diesel. Tokaiev disse que reverterá a medida.