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Exportações crescem 59% em 2021

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Depois de resultados ruins registrados em 2020, quando a produção industrial sofreu forte desaceleração em meio ao avanço da pandemia da Covid-19, as exportações de Bauru e região voltaram a crescer em 2021. De janeiro a dezembro do ano passado, as indústrias de 25 municípios exportaram o equivalente a US$ 1,958 bilhão, 59,1% a mais que o valor alcançado no mesmo período de 2020, de US$ 1,231 bilhão.

Da mesma forma, o volume de importações e o superávit da balança comercial também foram maiores em 2021, ante ao ano anterior. As importações saltaram de US$ 375,7 milhões para US$ 566,2 milhões entre um ano e outro, uma alta de 50,7%. Já o saldo da balança, que corresponde à diferença entre a quantia exportada e o importada, cresceu 62,7%, chegando a US$ 1,392 bilhão no ano passado.

O levantamento foi elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com base nos dados fornecidos pela plataforma Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Os números referem-se aos resultados alcançados pelas empresas do setor instaladas nos 25 municípios abrangidos pela regional de Bauru do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

"Os resultados são positivos. A alta das importações demonstra que as indústrias estão investindo mais, tanto na aquisição de matérias primas quanto de equipamentos. Já em relação às exportações, com o dólar alto frente ao real, nossos produtos ficam altamente competitivos no Exterior. E tudo isso se traduz em possíveis empregos", avalia Gino Paulucci Júnior, diretor da regional Bauru do Ciesp.

Ainda de acordo com ele, a retomada de investimentos em 2021 ganhou força especialmente no segundo semestre, diante do cenário de arrefecimento de casos e mortes por Covid-19. "A expectativa geral era de que a pandemia estaria chegando ao fim, mas isso não se confirmou. E, agora em 2022, a pandemia volta a nos trazer apreensão", pondera.

MERCADORIAS E PAÍSES

De acordo com o levantamento, os principais produtos exportados em 2021 foram carnes e miudezas, além de preparações de carnes, peixes ou crustáceos. São itens que, ano a ano, encabeçam a lista de mercadorias mais remetidas pela região a outros países. Juntos, eles somaram US$ 784,4 milhões em receitas para as indústrias da região.

O terceiro lugar ficou com sementes e frutos oleaginosos, que corresponderam a uma arrecadação de US$ 244,3 milhões. No período, os principais destinos das exportações regionais foram China (26,2% do total), Estados Unidos (19,3%) e Bolívia (7,5%), sendo os dois primeiros, tradicionalmente, grandes compradores da carne produzida pela indústria brasileira.

Já as importações da regional se concentraram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (US$ 229,7 milhões); ferro fundido, ferro e aço (US$ 52,5 milhões); e gorduras e óleos animais ou vegetais (US$ 41,8 milhões). E as compras de insumos importados feitas pelas indústrias da região tiveram como principais origens a Coreia do Sul (14,8%), China (13,1%) e Suécia (12,7%).

"A Coreia do Sul obteve uma posição de destaque neste último ano porque acabou assumindo a demanda de componentes, até mesmo de itens básicos que envolvem alguma tecnologia, que a China não deu conta de atender. A demanda mundial foi muito grande", observa Paulucci Júnior, acrescentando que a Suécia também se destaca, possivelmente, por ser país sede da Volvo, fornecedora de peças e máquinas à sua unidade em Pederneiras.

 

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