"A confiança é o oxigênio da sociedade". Essa frase é do historiador holandês Rutger Bregman em seu mais recente livro denominado "Humanidade: Uma história otimista do homem". O cenário de desafios no caminho do País para este ano, nos faz pensar no que representa a confiança. Da economia à ciência, das eleições à democracia, da crise climática ao ESG e a cibersegurança, todos no radar da sociedade. Conforme o grau de confiança que se terá, tais questões serão mais bem resolvidas ou não. Acrescente-se o objetivo de frear a evasão escolar e recuperar a aprendizagem, o turismo sustentável e ainda o coronavírus com suas variantes mesmo com a vacina reduzindo o perigo.
Quando existe confiança há uma mudança de visão sobre os fatos e as pessoas, um olhar radicalmente novo, que implicará consequências altamente positivas para nossa própria vida e para o País. Confiança dos empresários, dos trabalhadores, dos consumidores. Tudo muda e há um otimismo que proporciona a livre iniciativa, a coragem e a identificação de oportunidades antes não percebidas. Há uma socialização da esperança.
Mas, quando a confiança é fraca, a visão que se tem é de pessimismo e de aumento do medo ao risco, paralisando as pessoas e o desenvolvimento do País. Nosso 2022 tende a ser aquele que mudará o sentido de diversos gráficos econômicos. A Economia sobrevive a ciclos e estaremos vivendo um cenário de taxas de juros altas e crescimento baixo, que atropelarão o emprego, a renda e a sobrevivência das empresas. Os níveis da Bolsa estão baixos e o valor do petróleo alto, E as eleições ...
Mas, vamos procurar ter os pés no chão e um olhar de otimismo sobre tudo isso, para que os fatos nos tragam a esperança. Senão, vejamos: Há mais gente trabalhando no Brasil e o ano de 2021, absorveu mais de 3 milhões de pessoas entre empregos formais e informais e a população ocupada já chega perto dos números da pré-pandemia. A estimativa é de que a taxa de desemprego caia de 13,6% para 12,4% neste ano.
A inflação cai de um ano para outro de 10,1% para 4,8% a.a. O saldo da Balança Comercial no final do ano passado foi de US$ 70,6 bilhões. Startups brasileiras bateram um novo recorde de investimentos em 2021 e, em quatro meses, o Nubank criou fundo multimercado com a maior quantidade de cotistas do Brasil. O governo sancionou a prorrogação por mais 2 anos da desoneração da Folha de Pagamento para 17 setores da economia, o que garantirá a manutenção aproximadamente de 6 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O leilão dos 5 Gs foi um sucesso, o que demonstra a confiança dos investidores no País. São informações que nos fazem ter uma visão mais otimista e um maior nível de confiança. Perguntamos novamente: E as eleições? Teremos que eleger novo Presidente, Governadores, Senadores, etc. Mas quais? Aqui teremos que transferir o poder sobre nossas vidas para as pessoas que deverão merecer a nossa confiança. Mas, tal poder não pode ultrapassar a autolimitação que a liberdade nos dá.
O importante agora não são nomes, são perfis. Candidatos que assumam um compromisso de fazer uma campanha de alto nível que permitisse recuperar a credibilidade política e no País. Confiança que traz investimentos, empregos, bem estar, enfim, o maior de todos os bens que é a felicidade. Reflitam sabiamente num suspiro de positividade:
"A confiança é o oxigênio da sociedade".
Brina P. Barbosa é psicóloga e coordenadora de Gestão de Pessoas; Carlos Sette é economista, professor e diretor de empresas; e Jorge Martins Jr. é economista e coordenador financeiro de empresas,