Estima-se que, atualmente, a população de mais de 65 anos no Brasil esteja próxima de 14 milhões, número que deixa o País entre os que têm mais idosos no mundo todo, "mesmo levando-se em conta as diferenças de qualidade de vida destes indivíduos".
Em nosso caso, isto é, em termos de Brasil, o próprio País contribui, e "muito", com a velhice, na medida em que a situação socioeconômica e o excesso de mão de obra no trabalho exclui prematuramente do mercado pessoas de 40 anos, alegando-se que há uma "força de trabalho excedente".
Assim, também é importante ressaltar que as primeiras especulações sobre o nosso envelhecimento partiram da Medicina, com o enfoque no tratamento das doenças, perdurando até este século, o que fez com que a velhice assumisse uma conotação de doença, sendo, então, atribuída aos velhos o estigma de "doentes", improdutivos e incapazes". Esses "intelectuais" são uma graça.
Velhice não é um bicho de sete cabeças, não... A velhice em si não cria enfermidades, isto é, não é sinônimo de doença. Essa fase do envelhecimento é acompanhada por modificações orgânicas e emocionais próprias desse período, assim mesmo, dependentes das diferenças históricas de vidas; as perdas são maiores. O tempo é um dos fatores decisivos na transformação da realidade da sociedade e do próprio homem.
Assim, não podemos ignorar o aumento mundial da população idosa. Este aumento, contudo, não vem acompanhado de melhoria na qualidade de vida destes indivíduos. Temos que levar em conta que o crescimento expressivo da longevidade e de suas consequências tanto no âmbito individual quanto social, transformando sua própria história em seu modo de viver.
A nossa idade cronológica é apenas um indicador e um único fator determinante do envelhecimento. Portanto, viver uma velhice satisfatória depende das pessoas com as quais o individuo convive da sociedade em geral e principalmente das estruturas legais do País.
Ressaltamos, no entanto, que a atenção ao idoso só passou a ocorrer recentemente, mesmo assim, por medidas obrigatórias devido ao aumento progressivo da população idosa, com drástica consequência na economia de um país não preparado para o crescimento populacional dos idosos.
Viver muito. Chegar a essa idade, a gente só tem que sentir feliz. Acho até que Deus me deu mais do que mereço. "Sinto uma grande ternura pelos velhinhos... Dentro daqueles corpos que anos desgastaram, enrugados, flácidos, moram crianças que querem brincar". Velho... E por que não?