Internacional

Tensão volta a aumentar na Ucrânia

FolhaPress
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Kiev - Após dias de esforços diplomáticos para tentar baixar a tensão entre Rússia e Ocidente, a crise em torno da Ucrânia voltou a ferver nesta quinta-feira (10).

Em Moscou, houve uma troca agressiva de acusações durante o encontro do chanceler Serguei Lavrov e a a sua colega britânica, Liz Truss.

Em Bruxelas, Boris Johnson, premiê do Reino Unido, retrucou e falou no "momento mais perigoso da crise" enquanto o Kremlin faz grandes manobras militares ao norte de Kiev, e a Ucrânia disse estar pronta para enfrentar os russos no mar Negro.

BIDEN ENDURECE

Nos EUA, cidadãos americanos devem deixar a Ucrânia imediatamente. Foi o que pediu o presidente Joe Biden em entrevista à NBC. O presidente dos EUA afirma que a situação pode 'sair do controle rapidamente' e que não enviará tropas para resgatar americanos em fuga.

Até o momento dessa declaração o ponto alto dos conflitos havia sido a inusual entrevista coletiva após o tenso encontro entre Lavrov e Truss. O russo, um decano da diplomacia mundial, foi duro: "Estou honestamente desapontado que tenhamos tido uma conversa entre um idiota e um surdo (EUA e Otan). Nossas explicações mais detalhadas caíram em solo despreparado".

"Eles [os ocidentais] dizem que a Rússia está esperando o solo congelar para que nossos tanques possam entrar mais facilmente na Ucrânia. Eu acho que o solo estava assim aqui com nossos colegas britânicos, para quem inúmeros fatos que trouxemos apenas quicaram para longe", afirmou.

"Eu não vejo outra razão para ter 100 mil soldados estacionados na fronteira senão para ameaçar a Ucrânia. Se a Rússia é séria sobre diplomacia, precisa remover essas tropas e desistir das ameaças", retrucou Truss.

Desde novembro, o presidente Vladimir Putin resolveu emparedar o Ocidente e apresentou um ultimato para cristalizar sua visão estratégica de ter o antigo entorno da União Soviética neutro ou aliado.

 

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