A decisão de Novak Djokovic de não se vacinar contra a Covid-19 deixou o sérvio em uma "sinuca de bico". É que o tenista não poderá participar de vários grandes torneios, caso se mantenha com suas convicções. Consequentemente, perderá a oportunidade de defender seus pontos e, portanto, a liderança do ranking da ATP - e a queda pode ocorrer já em fevereiro. Muitos países submetem a entrada em seu território a um calendário completo de vacinação.
O russo Daniil Medvedev seria o maior beneficiado. Ele estará presente em Acapulco, de 21 a 27 de fevereiro, e poderá assumir a liderança em caso de um bom resultado no México - uma vitória garantiria que ele substituísse Djokovic no topo.
O sérvio optou por jogar em Dubai, de 21 a 27 de fevereiro, porque o país árabe exige apenas um teste PCR negativo antes do embarque. As coisas vão ficar complicadas em março, quando chega o tour pelos Estados Unidos, país ainda com medidas restritas.
Os Masters 1000 de Indian Wells, de 10 a 20 de março, e de Miami, disputado entre 23 de março e 3 de abril, serão um problema para Djoko que, como viajante estrangeiro, deve apresentar comprovante de calendário completo de vacinação.
Isso também diz respeito ao ATP 250 em Houston, de 4 a 10 de abril. Atualmente, Djokovic também não poderá participar do ATP 250 em Marraquexe, também de 4 a 10 de abril, pois o Marrocos exige um cartão de vacinação e um PCR negativo antes do embarque.