Internacional

Putin é alvo de sanções particulares

FolhaPress
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Os países-membros da da União Europeia (UE) concordaram nesta sexta-feira (25) em incluir o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o chanceler Sergei Lavrov na lista de indivíduos sancionados devido à invasão militar da Ucrânia.

O anúncio foi feito pelo chefe da diplomacia do bloco, Josep Borrell. "Importante sinalizar que os únicos líderes do mundo que são sancionados pela UE são Bashar al-Assad [ditador sírio], Alexander Lukashenko [ditador belarusso] e, agora, Putin", disse o espanhol.

Além das medidas contra os chefes russos, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, disse que a UE prepara mais sanções econômicas. Em sua opinião, o pacote aprovado pelos líderes dos 27 países do bloco ainda não é suficiente.

Os líderes da UE aprovaram durante cúpula de emergência em Bruxelas, sanções que atingem os setores de energia, finanças e transporte da Rússia, bem como restrições às exportações de tecnologia e à concessão de vistos.

Os países do bloco preferiram não excluir, por enquanto, os bancos russos do sistema interbancário Swift, um passo considerado de efeito devastador e com consequências que poderão ser sentidas inclusive em outros países da Europa.

O ATAQUE À CAPITAL

O segundo dia da campanha militar russa contra a Ucrânia começou com uma intensificação do cerco à capital do país, Kiev. Forças de Vladimir Putin voltaram a bombardear a cidade, desta vez com efeitos mais claros sobre civis, e se aproximam por dois flancos. Soldados russos já operavam na cidade, mas a sede do governo não foi tomada e o presidente Volodomir Zelenski resistia (leia na próxima página).

Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, Putin aceita enviar uma delegação a Minsk (Belarus) para discutir "a neutralidade da Ucrânia" com uma missão do presidente Volodimir Zelenski.

RENÚNCIA

Os russos em resumo querem o vizinho renunciando a entrar nas estruturas ocidentais, Otan (aliança militar) e a União Europeia.

A coreografia seguiu com um comunicado chinês, segundo o qual Putin disse em conversa com o líder Xi Jinping estar pronto para negociar.

Algumas horas depois, Putin voltou a atacar Zelenski, sugerindo que as Forças Armadas ucranianas deveriam derrubá-lo. "Parece que será mais fácil para nós nos acertarmos com vocês do que com essa gangue de viciados e neonazistas", disse em uma entrevista à TV. Alguns observadores políticos russos viram na agressividade um sinal dúbio, contudo, acerca da capacidade de resistência do rival.

MORADORES

Os moradores da capital acordaram com sons de explosões de mísseis balísticos, provavelmente modelos Iskander lançados de Belarus, e de cruzeiro, disparados de aviões. Um caça Su-27 ucraniano, modelo soviético usado por Moscou e Kiev, foi abatido sobre a cidade e caiu sobre um bloco residencial, deixando um número incerto de vítimas. Quem pôde correu para o metrô e se abrigou. Muitos civis estão escondidos em abrigos anti-aéreos. Já há escassez de alimentos.

Enquanto isso, a batalha pelo aeroporto Antonov, em Hostomel (25 km a noroeste do centro de Kiev) seguiu noite adentro, após forças aerotransportadas russas o terem tomado na véspera. As informações são confusas.

Os ucranianos disseram ter retomado a pista, enquanto em Moscou analistas militares dizem que a 76ª Divisão Aerotransportada de Pskov já está pronta para ser levada em aviões de transporte Il-76 para estabelecer uma cabeça de ponte no aeródromo.

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