Moscou - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse neste sábado (5) que o objetivo declarado de desmilitarizar a Ucrânia passa por "destruir parcialmente as forças" do país vizinho, notadamente seu poder aéreo.
Algo surpreendente, a admissão do chefe de Estado, de resto confirmando o que se vê em solo desde que ele iniciou a invasão no dia 24 passado, foi além. "Isso leva um determinado período", disse.
"Eu ouvi muitas pessoas falarem que a operação estava com problemas. Isso não é verdade", disse, durante um coreografado encontro com funcionárias da empresa aérea estatal Aeroflot em Moscou. É a segunda vez que ele fala sobre o tema: havia dito em pronunciamento na TV que a invasão corria "de acordo com o plano".
Ele também voltou a dizer que as sanções ocidentais contra seu país são equiparáveis a uma escalada militar. "As sanções que estão sendo impostas são semelhante a uma declaração de guerra, mas graças a Deus não chegamos a isso", disse, completando que elas são "uma ameaça para todos".
Repetiu o argumento de que colocou suas forças nucleares em alerta no domingo passado (27) porque políticos de países da Otan, como o premiê britânico Boris Johnson, haviam dado declarações belicosas contra a Rússia.