Tribuna do Leitor

Autocratas e os simpatizantes

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Países como a Rússia de Putin ou a China de Xi Jinping são típicas autocracias, ou seja, governos onde um grupo ou uma pessoa decide tudo.

Como vimos agora na invasão desmotivada da Ucrânia, estes países podem representar um perigo, pois apenas com a decisão aleatória de uma pessoa podem iniciar uma guerra. Podem até mesmo, em seu desvario, levar a um conflito de proporções mundiais.

Democracias tem suas mazelas e defeitos, no entanto, ainda é a melhor forma de governo, mesmo em casos como o brasileiro, em que os dois líderes das pesquisas flertam com o sonho (só deles) de poderes de um autocrata.

Devemos considerar ainda que democraticamente o povo brasileiro elegeu e reelegeu a presidente Dilma Rousseff. Incomparavelmente a pior líder já eleita presidente do Brasil.

Lula sonha com o controle social da mídia, também conhecido como censura, e poderes como os de Chaves. Ele usa a democracia que o beneficia, mas não esconde desejos de mudar o regime para um onde ele não precise prestar contas de seus malfeitos ou desvios. Como fizeram Chaves na Venezuela ou Ortega na Nicarágua ou o próprio Putin, que constantemente são elogiados por ele e pelo PT.

Bolsonaro, em muitas ocasiões elogiou torturadores, como Brilhante Ustra, tinha como guru o lunático defensor da autocracia Olavo de Carvalho, que em várias ocasiões elogiou o AI-5, que implantou censura à imprensa, cassação de direitos políticos, retirada de garantias das liberdades individuais, principalmente dos inimigos do regime, representando uma verdadeira mancha na história brasileira.

No entanto, em seu atual governo nenhuma tentativa de autocracia foi tentada, ficando a autocracia apenas na retórica.

A grande diferença entre eles é que Bolsonaro chama de "revolução" o golpe militar de 64 e Lula, com o PT, chama de golpe a deposição constitucional pelo processo democrático, previsto na Constituição e já utilizado com o apoio do PT anteriormente de "golpe".

No entanto, em uma coisa os dois concordam: compram utilizando métodos supostamente democráticos no "toma lá dá cá com o centrão" e nomeando na justiça Procurador Geral e juízes dos tribunais superiores não pelo saber jurídico, mas pelo apoio que eles podem dar para eles no futuro.

Deixo esta reflexão.

Comentários

Comentários