Internacional

Morre grávida atingida em maternidade na Ucrânia

FolhaPress
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Kiev - Uma mulher grávida prestes a dar à luz morreu no ataque russo à maternidade em Mariupol, no sul da Ucrânia, na última quarta-feira (9), segundo a agência de notícias Associated Press divulgou ontem (14).

Imagens da gestante, feitas por Evgeniy Maloletka, da Assoociaed Press (AP) sendo resgatada ensanguentada em uma maca se tornaram um dos símbolos do ataque ao hospital, descrito por autoridades ucranianas como um crime de guerra.  

Segundo a agência, ela foi levada a outro hospital, ainda próximo ao fronte de batalha, com ferimentos graves na pélvis e no quadril. Os médicos fizeram uma cesariana, mas o bebê já estava morto.

Segundo um cirurgião, ao perceber que estava perdendo o bebê, a mulher chegou a gritar: "Me matem agora". Ela foi submetida a técnicas de ressuscitação, mas não resistiu aos ferimentos. 

Ainda de acordo com a agência de notícias, a mulher era uma de três gestantes que foram identificadas como vítimas do ataque à maternidade. As outras duas e seus respectivos bebês sobreviveram.

A Rússia justificou o ataque dizendo que extremistas ucranianos usavam a maternidade como esconderijo, e disse que não havia médicos e pacientes no local. 

O chanceler russo, Serguei Lavrov, descreveu como "patéticas" as alegações de ataque. Ele alega que, ao contrário do que foi dito por Kiev, o prédio atacado estava sem pacientes há dias e vinha sendo ocupado por soldados ucranianos.

A embaixada da Rússia no Reino Unido fez uma série de publicações no Twitter e no Facebook em que chamava o bombardeio da maternidade de "fake news". 

 

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