Brasília - A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar supostas irregularidades na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação. A investigação será conduzida pela superintendência em Brasília.
A investigação ocorre após o vazamento de um áudio em que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, diz favorecer, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, prefeituras de municípios ligados a dois pastores, Arilton Moura e Gilmar Silva dos Santos. A divulgação da gravação foi um fato novo envolvendo a questão, que, segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), era investigada desde o ano passado.
As denúncias foram recebidas pela CGU no dia 27 de agosto de 2021 e tratam sobre o oferecimento de vantagem indevida, por parte de terceiros, para a liberação de verbas do fundo. A apuração ocorreu entre os dias 29 de setembro de 2021 e 3 de março de 2022. O órgão concluiu que agentes públicos não estavam envolvidos nas supostas irregularidades.
Prefeitos de dez municípios já denunciaram esquema de pastores no que está sendo chamado 'bolsolão' do MEC. Três prefeitos também confirmaram que receberam pedidos de propina em troca de liberação de verbas, um deles de um quilo de ouro.
Em nota, o ministro Milton Ribeiro disse não haver nenhum tipo de favorecimento. Segundo Ribeiro, a alocação de recursos federais segue a legislação orçamentária. Ele também pediu perícia no áudio.