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Educação e doutrinação

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Não raros têm sido os episódios de desentendimentos e até agressões entre professores e alunos. Diante desse cenário, talvez seja o momento de discutir a relação entre educação e doutrinação, respeito e autoritarismo e, rebeldia sem causa.

Voltando no tempo por umas boas décadas, é possível relembrar como eram essas relações e os sentimentos de todos os envolvidos. Apenas duas questões eram colocadas: Respeito e Disciplina. E lá atrás, em raríssimos casos havia reações adversas entre um e outro. Em sua grande maioria, alunos respeitavam os professores e tinham disciplina, e vice-versa. E, assim, todos seguiam ensinando e aprendendo em níveis diferentes, porém, cada um buscando tirar do outro o que servia para a construção de um ser no mínimo sensato.

Hoje o que se vê, infelizmente, é um festival de atitudes desequilibradas de todos os lados. A doutrinação como forma de educação está incutida na cabeça de alguns professores que não admitem ser questionados ou se sentem acima de tudo e todos. Por seu lado, há alunos que também não estão dispostos a aprender nada e muito menos respeitar os professores. E onde foi que as ideias e ideais se perderam ou se misturaram?

Quando se fala em educação escolar, é fato que se trata de aprendizado. Para isso existe o professor. A educação que se refere ao caráter de uma pessoa é aquela que se recebe em casa. Portanto, a responsabilidade de um professor é oferecer conhecimento ao aluno, abrir horizontes para que cada um consiga descobrir o que quer, em quê acreditar, e por aí vai. Doutrinação não é função de professor. Por seu lado, o aluno que, teoricamente está buscando o conhecimento, precisa no mínimo respeitar o professor e absorver seu conhecimento. Isso não significa dizer que ambos são absolutos em suas posições.

Com tanta informação borbulhando por todos os lados, os jovens acabam induzidos e iludidos, com base em pessoas que fazem sucesso na vida, a qualquer custo. Eles também querem fazer sucesso. Os conceitos precisam ser revistos. A vida se transformou em algo muito fútil e, por isso é urgente que sejam resgatados o respeito e a disciplina, sem extremismos.

 A autora é jornalista, colabora com Opinião.

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