Ao longo da pandemia da Covid-19, problemas como lesões e distúrbios relacionados ao trabalho tem crescido, frutos de posturas incorretas, movimentos repetitivos, uso exagerado da força na hora de cumprir uma tarefa e mobiliário inadequado, entre outros. Segundo Larissa Oliveira, reumatologista do Hospital São Vicente de Paulo, houve um aumento de 40% de procura de pacientes com queixas de lesões por esforço repetitivo (LER) e distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT) em seu consultório.
O problema costuma se manifestar com maior frequência nas regiões cervical e lombar, nos ombros, cotovelos, mãos e punhos. Os diagnósticos mais recorrentes são: dor muscular, dor cervical e lombar, tendinite de mãos, dedo em gatilho, síndrome do manguito rotador, bursite de ombros, epicondilite nos cotovelos e compressões de nervos periféricos.
Ainda de acordo com a especialista, questões individuais, como lesões prévias no sistema articular e muscular, sedentarismo, distúrbios psicológicos e insatisfação com o trabalho podem contribuir para a exacerbação da dor. Mas nem toda queixa de dor é LER ou DORT. A boa notícia é que a maioria dos casos de LER e DORT têm evolução favorável para cura. Mas para isso é preciso uma terapia multidisciplinar que englobe não apenas os cuidados no ambiente de trabalho.