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Compra de Viagra vai ser investigada

FolhaPress
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São Paulo - O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub culpou nesta terça-feira (12) o que ele chama de "aliança centrão-militares" pela compra de 35 mil comprimidos de Viagra para as Forças Armadas. O medicamento é usado para tratar disfunção erétil.

Nas redes sociais, Weintraub defendeu a convocação de generais para explicar a compra do Viagra. "Esse é mais um exemplo da Aliança Centrão-Militares que humilha nossas Forças Armadas". Na mensagem, ele acrescentou que a maioria das pessoas nas Forças Armadas são "corretas". O tweet foi apagado minutos depois.

Dados do portal da Transparência e do painel de preços do governo aponta que as Forças Armadas aprovaram pregões para comprar 35.320 comprimidos de Viagra.

Oito processos de compra foram aprovados desde 2020, e ainda estão em vigor neste ano. Nos processos, o medicamento aparece com o nome genérico Sildenafila, nas dosagens de 25 mg e 50 mg. A maior parte dos medicamentos é destinado à Marinha, com 28.320 comprimidos.

A Marinha respondeu que os processos de aquisição são para o tratamento de pacientes com hipertensão arterial pulmonar, "doença grave e progressiva que pode levar à morte". O Exército também apresentou a mesma justificativa, dizendo que os hospitais da corporação, devem ter o medicamento para tratar a condição.

Os deputados federais Elias Vaz e Marcelo Freixo já anunciaram que vão acionar o MPF (Ministério Público Federal) para investigar a compra.

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