Domingo, 07/04, assistindo ao vídeo no Facebook em homenagem a Botucatu, que completará neste dia 14/04 167 anos, me fez lembrar quando, no início de 1960, cursei a primeira série do ginásio num colégio fundado por religiosos alemães, no qual a maioria dos professores eram oriundos do sul, descendentes de Europeus.
Assim como todas as escolas da época, a ordem, a disciplina e o respeito eram impostos por diretores (as) severos (as) e austeros (as). Porém, nos recreios essa ordem e disciplina eram relaxadas e os alunos fugiam do pátio do recreio e iam para um pátio privado, onde enormes janelas de madeiras dos dormitórios e salas se escancaravam, e aí começavam a assobiar com as línguas entre os dentes até esvaziarem os pulmões, causando em poucos segundos seguidas 'bateção' de janelas que se fechavam produzindo um grande barulho nesse pátio central da instituição.
Assustado, não sabendo o que estava acontecendo, perguntei ao colega que me contou. "era um irmão dessa ordem religiosa que vivenciou a guerra na Europa e entrava em pânico ao ouvir os assobios pensando que eram bombas".
Isso aconteceu há mais de longos 60 anos, e essa traquinagem foi feita por jovens adolescentes inconsequentes. Infelizmente, atualmente esse pânico é causado por adultos ao soltarem rojões e bombas para externarem seu êxtase egoísta e que ignoram os malefícios decorrentes dessa 'traquinagem'.
Viva Botucatu, minha querida terra natal.