Genebra - Na esteira de casos aumentando na China, justamente aonde a pandemia começou e sem números confiáveis em função do segredo em dados de interesses público, a OMS faz um alerta: a Covid-19 continua sendo um grande perigo para a saúde pública e não é hora de os países baixarem a guarda na vigilância, na testagem, nas medidas sanitárias e, muito menos, na vacinação de suas populações.
Autoridades de saúde da China informam que o número de pessoas mortas diagnosticadas com a pneumonia causada pela nova variante do coronavírus passou de 80, mas acredita-se que seja muito mais.
ALERTA
O alerta veio de um comitê da OMS (Organização Mundial da Saúde) e foi divulgado em Genebra. Para a agência, a pandemia continua a afetar negativamente a saúde das populações em todo o mundo, e representa um risco contínuo de disseminação internacional.
O comitê reforçou que os números menores de casos e mortes por Covid-19 não significam necessariamente um "risco menor" da doença, uma vez que o vírus continua a evoluir é não é possível se dar ao luxo de ignorar essas mutações.
COREIA DO SUL
No entanto, alguns países da Europa e da Ásia ainda enfrentam altos picos da doença, pressionando o seus hospitais. A Coreia do Sul lidera o mundo no número médio diário de novos casos, com mais de 182 mil novas infecções por dia.
Xangai vive o pior surto de Covid da China desde o início da pandemia. Países como França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica também viram os números aumentarem.
SEM TESTAGEM
Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, a capacidade de monitorar tendências do comportamento da pandemia está comprometida porque a testagem foi significadamente reduzida em vários países.
Testagem e sequenciamento genéticos são vitais para que novas variantes sejam rastreadas e identificadas. Atualmente, a OMS acompanha várias sub-linhagens da ômicron, incluindo a BA.2, a BA.4 e a BA.5 e outra recombinante detectada composta por BA.1 e BA.2.