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Grande Rio é campeã do Carnaval carioca e leva seu 1º título; em SP, Mancha vence

FolhaPress
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O jejum de 34 anos chegou ao fim. Com enredo sobre o orixá Exu, a Acadêmicos do Grande Rio se sagrou campeã do Carnaval carioca e conquistou o primeiro título de sua história. No último Carnaval, em 2020, a escola chegou muito perto do título, mas perdeu para a Viradouro nos critérios de desempate. Dessa vez, porém, não teve quem parasse a escola de Caxias e a agremiação se tornou a grande campeã do Carnaval com um desfile considerado impecável. O que se viu na Marquês de Sapucaí foi um cortejo exuberante e cheio de simbolismo. A escola surpreendeu já na comissão de frente, que trazia como destaque o ator Demerson D'alvaro personificando Exu.

Paola, um show à parte

Rainha de bateria da Grande Rio, a atriz Paolla Oliveira encantou o público com fantasia inspirada na Pombagira, espécie de Exu feminino, entidade transgressora e insubmissa. Ao longo da avenida, Paolla se curvava para trás e ria como a Pombagira. "Exu fala sobre potência, sobre comunicação, sobre tirar os conceitos que temos sobre determinadas coisas, abrir o coração, as mentes, para abrir os caminhos em volta", disse a atriz. A Beija-Flor e a Acadêmicos do Grande Rio disputaram o título décimo a décimo. Com um desfile sobre a contribuição de pessoas negras para a humanidade, a escola foi muito elogiada por foliões e especialistas. 

Mancha Verde é bicampeã em SP

A Mancha Verde conquistou o título do Grupo Especial do Carnaval 2022 em São Paulo após apuração de notas realizada na tarde desta terça-feira (26), no Anhembi. Com o samba-enredo "Planeta Água", a escola faz referência a Iemanjá, que nas religiões de matrizes africanas é a orixá das águas salgadas.

Princesa no lugar de Viviane A agremiação conquistou seu primeiro título no Grupo Especial no Carnaval de 2019, quando apresentou o samba-enredo "Oxalá, salve a princesa! A saga de uma guerreira negra", onde contou a história da princesa africana Aqualtune, e, por meio dela, discutiu escravidão, intolerância religiosa e direitos humanos. "Rainha é a Viviane', diz Duda Serdan, princesa da Mancha Verde antes de entrar na avenida à frente da bateria.

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