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PSDB tem encontro decisivo nesta terça-feira


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São Paulo - A sinalização de João Doria (PSDB) de que pode recorrer à Justiça Eleitoral para questionar uma eventual decisão da executiva nacional tucana contrária à sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto e favorável a uma composição com a senadora Simone Tebet (MDB-MS) agravou a crise na legenda e isolou ainda mais o ex-governador dentro do partido.

O grupo de Doria acusa o PSDB de "golpe", após a contratação de pesquisas internas pelas cúpulas do seu partido e do MDB para a definição de uma chapa única na disputa.Em uma carta enviada no sábado (14) por Doria ao presidente da legenda, Bruno Araújo, o ex-governador cobrou respeito às prévias do PSDB que, em novembro do ano passado, o escolheram como candidato do partido na disputa ao Planalto. Doria reafirmou que não vai desistir de sua candidatura.

No domingo, 15, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apoiou Doria e a mensagem foi comemorada por aliados do ex-governador.

Depois da divulgação da carta, o presidente do PSDB, que está rompido com Doria, decidiu antecipar a reunião da executiva do PSDB para terça-feira (17).

Na cúpula tucana, a avaliação é de que uma candidatura presidencial de Doria, por sua rejeição, "mata" o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), candidato à reeleição, e, consequentemente, a chance de o partido permanecer governando o maior Estado do Brasil.

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