Um estudo da Universidade de Columbia, em Nova York (EUA), identificou que exercícios físicos, educação e atividades sociais protegem contra a deterioração do cérebro. Duas em cada dez pessoas com mais de 65 anos têm comprometimento cognitivo leve (mudança perceptível na memória, nas habilidades de resolução de problemas ou na atenção). Isso é causado, em parte, pelas mesmas alterações cerebrais que ocorrem na demência, que atinge somente de 5% a 10% dos idosos.
Os pesquisadores analisaram 2.903 pessoas com 65 anos ou mais e acompanharam suas funções cerebrais por nove anos. O comprometimento cognitivo foi diagnosticado examinando se os voluntários tiveram dificuldades para executar um exercício de memória, se relataram problemas para realizar alguma tarefa diária e se não foram diagnosticados com demência.
Segundo o estudo, pessoas com escolaridade média de 11,5 anos tiveram 5% menos probabilidade de desenvolverem comprometimento um cognitivo leve em comparação com aquelas que ficaram dez anos na escola. Uma teoria para essa ligação é a de que um tempo mais longo na educação está relacionado a um nível socioeconômico mais alto, o que pode significar que uma pessoa tem melhor acesso a um estilo de vida mais saudável e melhores cuidados de saúde.
Outro aspecto é que a educação ajuda o cérebro a construir neurônios e conexões, o que o auxilia a manter um bom funcionamento. Isso pode auxiliar o cérebro a compensar quaisquer mudanças que possam ocorrer após um comprometimento leve, como perda de memória.