Saúde

Balanço que faz muito bem


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Pesquisas realizadas em diferentes países mostram que a dança oferece múltiplos benefícios para a saúde cognitiva e física dos idosos, mostrou reportagem do "New York Times". Um relatório alemão de 2017, publicado na revista especializada "Frontiers in Human Neuroscience", analisou imagens do cérebro de pessoas que tinham em média 68 anos e praticavam ginástica ou dança de salão. O estudo descobriu que, embora ambas as atividades aumentassem o tamanho do hipocampo, uma região do cérebro crítica para o aprendizado, a memória e o equilíbrio, apenas dançar melhorou o equilíbrio.

Esses resultados reforçam os de um estudo de 2008 da Universidade McGill, no Canadá, no qual idosos participaram de um programa de aulas de tango. O relatório mostrou que a dança, a longo prazo, foi associada a um melhor equilíbrio para adultos mais velhos. Como as quedas são a principal causa de lesões e morte entre pessoas da terceira idade, a dança pode ser uma poderosa ferramenta para prolongar a vida.

Em um estudo de 2003 publicado no "New England Journal of Medicine", os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que a dança pode ajudar a melhorar a função cognitiva, de forma semelhante a outros passatempos como resolver palavras cruzadas. O artigo examinou os benefícios relativos das atividades de lazer tanto intelectuais quanto físicas em adultos mais velhos.

"Dividimos amplamente as atividades entre aquelas cognitivamente estimulantes, como ler, e aquelas físicas, como andar de bicicleta", disse Joe Verghese, principal autor do estudo e chefe de geriatria da Albert Einstein College of Medicine. Verghese destaca que, das 11 atividades físicas diferentes que sua equipe estudou para a pesquisa, a dança de salão foi a única associada a menos risco de demência.

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