> A doença
Crianças de diferentes países apresentaram complicações gastrointestinais e icterícia. Algumas tiveram agravamento e falência aguda do fígado. Os novos casos preocupam porque 10% dos pacientes precisaram de transplante de fígado. Pelo menos 11 crianças morreram.
> Disseminação
Até o momento, foram reportados cerca de 450 casos em 26 países, a maioria na Europa. Mas há registros no Brasil, EUA, Japão, Indonésia e Israel.
> Suspeitas descartadas
Os principais causadores da doença, os vírus hepatite A, B, C, D e E, não foram encontrados nas crianças doentes. Por isso, até que se descubra o culpado, os casos estão sendo chamados de hepatite não-A-E. Além disso, nenhum contaminante ou substância tóxica comum aos casos foi identificado pela ciência. Também houve especulação de um possível efeito adverso da vacinação contra a Covid-19. A hipótese foi totalmente descartada pelos cientistas, porque menos de 10% das crianças que adoeceram haviam sido vacinadas contra a doença.
> Suspeitas
em investigação
Cerca de 70% das crianças com hepatite aguda deram positivo para a infecção por adenovírus F41, que já foi ligado a casos de diarreia aguda. Essa família de vírus é muito comum, embora sua prevalência seja incerta. Outra hipótese levantada é a de que uma infecção por adenovírus ativasse um agente normalmente inofensivo, que infecta até 80% das pessoas, o vírus adenoassociado (AAV). Trata-se de um dependovírus e, como o nome indica, precisa de outro para se multiplicar.
> Infecção por
Covid ou novo vírus
Uma infecção prévia pelo Sars-CoV-2 é a hipótese mais robusta até o momento na comuniadde científica. Pesquisadores sugeriram que a infecção pelo coronavírus pode agravar uma infecção pelo adenovírus. Outras suspeitas, ainda, são: o distanciamento social na pandemia teria deixado as crianças mais vulneráveis devido à falta da exposição usual a patógenos comuns, o que estimula a imunidade, ou o surgimento de um novo vírus. Até agora, porém, não foi anunciada qualquer evidência neste sentido.