Tribuna do Leitor

Nós mudamos ou a vida mudou?

Prof. Carlos A. Alves Neves
| Tempo de leitura: 2 min

Muitas vezes me pego fazendo a pergunta: "nós mudamos ou a vida é que mudou?". As crianças eram criadas junto à família, e a família supria todas as necessidades que surgiam. Havia um tempo natural, quando dois seres humanos se conheciam, era o flerte, o namoro, o noivado e o ápice com o casamento.

Os pais tinham o dever de dar educação em casa aos seus filhos e os orientavam para que o "respeito" se estendesse em todas as situações, inclusive na Escola. Nas refeições, a oração de agradecimento ao bom Deus, pelo que iriam consumir... E sempre orientando para que pegassem a comida que iriam consumir, não deixando desperdício no prato.

Quando a família era grande, as roupas do mais velho eram transferidas para os mais novos e eram usadas até o fim de sua durabilidade.

Hoje, com o advento da internet, são trocadas informações tão rápidas como o cair de um raio, e a veracidade do fato, se é verdadeiro ou não, cabe a uma análise detalhada, que muitas vezes não é considerada, e já trocam-se segredos, confidências, que nem para o pai e nem a mãe seriam contados...

De manhã se conhecem, à tarde já estão trocando carícias e a noite estão dormindo juntos... Tudo natural, tudo moderninho... E estar na onda, se bem que é um termo não mais usado.

As canções falavam de amor, beleza da natureza, amizade, trocas de confidências, hoje, as letras são de divergências de gênero, encontros traiçoeiros, drogas, etc.

Hoje temos hábitos que jamais pensaríamos que iriamos ter, porém, as mudanças surgem, e se não nos adaptarmos a elas, ficamos fora do jogo. É só analisarmos um fato: quando você tinha um talão de cheque, e se era cheque especial, você estava num status que fazia inveja a muita gente... Hoje, ter talão de cheques é algo tão difícil como procurar uma agulha num palheiro. Com o advento da informática, hoje o Pix resolve o problema do pagamento em fração de segundo.

Responda para mim: nós mudamos ou a vida é que mudou? Ou melhor pensando, se estamos nesse barco, temos que saber remá-lo e nos adaptarmos à certas coisas, entretanto, não significa que somos coniventes com todas mudanças. Sejamos flexíveis, mas não cordatos com o que nos incomode. Vida que segue...

Comentários

Comentários