Regional

Dupla é suspeita de aplicar golpe do Pix em compras de mercado

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Arealva - A Polícia Civil de Arealva (41 quilômetros de Bauru) identificou dupla suspeita de aplicar o "golpe do Pix" no pagamento de compra feita num mercado da cidade. Enquanto a mulher simulava transferência do valor, no total de R$ 2.223,45, o homem levou os produtos para o carro. Posteriormente identificado, ele alegou que trabalha como motorista de aplicativo e que apenas transportou a suspeita até o local. Parte das mercadorias foi recuperada e as investigações prosseguem para tentar identificar a mulher.

O fato, registrado como estelionato, ocorreu na tarde desta quinta-feira (2). Segundo o registro policial, a dupla aproveitou o movimento no mercado para fazer as compras. Após adquirir diversos produtos, já no caixa, a mulher optou por pagá-los através de Pix e solicitou à funcionária a chave para a transferência.

Enquanto simulava a efetivação do pagamento, ainda de acordo com o registro policial, a dupla levou as mercadorias para um carro. Para justificar a demora, a suspeita alegou problemas no celular. Assim que as compras foram carregadas, ela teria apresentado à funcionária imagem com suposto recibo do Pix feito.

Na sequência, a dupla deixou o local. Como o dinheiro não caiu na conta do estabelecimento, a funcionária acionou a Polícia Militar (PM) que, a partir de imagens de câmeras de segurança, identificou o veículo usado pelos dois. Após pesquisar a placa, a Polícia Civil chegou até o proprietário do carro, morador de Bauru.

Policiais civis entraram em contato com o homem, mas ele alegou que era motorista de aplicativo e que apenas tinha levado a mulher até o mercado, ajudando-a a carregar as compras, e negando qualquer envolvimento no golpe. O suspeito também se comprometeu a ir até o endereço onde a havia deixado.

Momentos depois, o homem entrou em contato com a Delegacia de Arealva informando que falou com a mulher, que estava de mudança, e exigiu que ela devolvesse os produtos comprados, afirmando que ele estava sendo prejudicado. Segundo o dono do estabelecimento, cerca de 70% dos itens foram devolvidos.

O delegado Roberto Cabral Medeiros explica que a vítima foi orientada sobre a necessidade de oferecer representação contra os suspeitos para que eles sejam processados criminalmente. De acordo com ele, investigações prosseguem visando a identificação e localização da suspeita para que ela possa ser ouvida.

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