Tribuna do Leitor

Lúcia Rosim

Leandro Lopes (Advogado)
| Tempo de leitura: 1 min

Mulheres incomodam. Mulheres negras incomodam muito mais. Preconceitos, manifestos em atos de discriminação e injúria, assolam dignidades, diariamente. Em outros momentos, a defensa de Direitos Humanos "autorizou" que ridículos nos intitulassem como petistas, comunistas e etc. Tal discurso, tido como ideológico, tem sido supedâneo dos canalhas que anseiam retrocessos.

Os direitos das minorias e grupos vulneráveis, dotados de proteção constitucional, não são pautas de esquerda ou de direita. Entretanto, vivenciamos tentativas sequenciais de subversões. São muitos, os ridículos, avessos à democracia. Reunidos, eles são capazes de "vomitar" atrocidades. Se ousam atentar contra pessoa pública, forçoso refletirmos sobre os distratos franqueados aos indefesos, anônimos.

Muito recentemente, em programa de rádio, a sra. Lúcia Rosim, mãe da prefeita Suéllen, foi alvo de discriminação, ao ponto de seu cabelo e religião serem pretextos de "críticas" por um jornalista. Indigno do exercício da profissão, o jornalista, que supostamente incorreu em práticas criminosas, faz jus à revisão de sua conduta pelo Poder Judiciário, além de ter seu contrato de trabalho repensado pela emissora.

Por outro lado, a mídia sensata, compromissada com valores éticos e morais, a exemplo deste espaço, não se exime de veicular a repulsa social causada por manifestações misóginas, sexistas e racistas. Sra. Lúcia, o problema não é o seu cabelo ou o penteado, sequer a sua religião. Inclusão e respeito às diferenças são valores que algumas pessoas ainda não possuem ou que perderam nos descaminhos da insensatez. Siga em frente, sra. Lúcia, empoderada, com a humanidade e o carisma que lhe identificam. Incomoda, ainda mais, aos seus algozes. Para eles, a ocupação de espaços por mulheres negras é insuportável.

Apesar deles, o amor sempre vence.

 

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