Internacional

Cúpula termina com acordo sobre novo modelo de migração aos EUA

FolhaPress
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Los Angeles - Sob a sombra do ceticismo que marcou a 9ª edição da Cúpula das Américas, os EUA divulgaram nesta sexta-feira (10) uma declaração conjunta com outras 19 nações sobre o compromisso de trabalhar por um outro modelo de migração na região.

O Brasil é um dos signatários, ao lado de Argentina, Barbados, Belize, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai --e, claro, os próprios EUA. "A migração deve ser uma escolha voluntária, e não uma necessidade", diz um trecho do documento.

O texto, que promete um trabalho conjunto para facilitar a migração segura e ordenada, bem como a promoção dos direitos humanos de migrantes e refugiados, sucede um pacote de medidas divulgado mais cedo por Biden, que, nas palavras da própria Casa Branca, almeja tornar os EUA um líder global na questão dos refugiados.

OBSTÁCULO

A ambição, porém, já esbarra nas ausências observadas no encontro. México e países do chamado Triângulo Norte (El Salvador, Guatemala e Honduras), que constituem a origem dos principais fluxos de migração para os EUA, não enviaram chefes de Estado para a cúpula.

O governo Biden prometeu US$ 314 milhões (R$ 1,5 bi) para ajudar migrantes nas Américas e disse que vai receber ao menos 20 mil refugiados da região nos próximos dois anos.

A cifra contrasta com o volume recorde de migrantes, especialmente latino-americanos, que são detidos ao tentar entrar nos EUA pela fronteira sul do país anualmente. No último ano fiscal, foram 1,7 milhão. A nacionalidade líder foi a mexicana: 608 mil. E os centro-americanos também têm números expressivos: Honduras (309 mil), Guatemala (279 mil) e El Salvador (96 mil), por exemplo.

O campo concentra boa parte das oportunidades que o país promete criar. Agricultores dos EUA, por exemplo, seriam beneficiados com um programa piloto de US$ 65 milhões para contratar trabalhadores agrícolas temporários. E cerca de 11,5 mil vistos de trabalhos urbanos sazonais seriam destinados a cidadãos da América Central.

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