Tribuna do Leitor

Bauru de antigamente

Cesar Savi
| Tempo de leitura: 3 min

Cada cidade tem suas datas e registros de eventos históricos que são comemorados ou apenas ficam nas memórias das pessoas e são repassados para familiares e amigos e fazem parte de conversas entre os que viveram as situações ou tiveram conhecimento delas. Ainda rebuscando na memória, incluo casas comerciais que não foram citadas em texto anterior como Casa Esporte, Casa das Meias, Magazine Imperial, Lanches Molina, Lojas Americanas que serviam lanches, sorvetes, refrigerantes e milk shake, Padaria Central, Bazar Musical, Casa Ceci, Loja Síria, Yara calçados, Loucas dos Calçados, Arapuã, Modelar, Hotel Central, Café Tudo Azul, Loja Rochedo, Cantina 1001, Restaurante Fuentes Salão Edson, Meu Cantinho, Churrascaria Gaúcha. Com a implantação dos shoppings o comércio central foi modernizado e continua se atualizando para compradores locais e de cidades da região. Em 1958, no Estádio Alfredo de Castilho, nome dado em homenagem ao diretor da NOB que ajudou na construção do mesmo, o Noroeste jogou contra o São Paulo com seus famosos craques. A partida foi interrompida por um incêndio que surgiu na geral feita com madeira. O tempo era muito seco, um domingo de muito calor. Sob a geral, mato seco e jornais. Tocos de cigarros eram jogados sobre os mesmos originou o fogo. Os mais apressados derrubaram o alambrado e se feriram levemente e foram para o gramado. Todos os outros saíram calmamente do local. O jogo foi disputado na semana seguinte no campo do BAC com a vitória de 3 a 1 do Tricolor com gol contra do goleiro Poy. O locutor de campo, Fernando Machado, teve uma discussão com ele. Este relator esteve presente nos dois jogos. O Sesi -Serviço Social da Indústria - ocupou integralmente o espaço do Estádio Alfredo de Castilho, campo do Noroeste. Atrás do campo, tinha um terreno vago (o famoso terrão) que era usado pelo Radium para disputar seus jogos. Um dos integrantes desse time era o garotinho Edson Arantes do Nascimento. Já conhecido como Pelé. O Radium também disputava futebol de salão. Na quadra da PRG 8 Bauru Rádio Clube o time da Casas das Tintas enfrentou o Radium e perdeu, claro, com o requinte do jovem Pelé passar bolas no meio das pernas de seus adversários. Ele era tão rápido que não dava para fazer uma falta. O autor desse texto tomou dribe e dribles e várias "canetas". Depois, ele fez parte do Baquinho onde começou a brilhar. Waldemar de Brito, treinador do BAC, percebeu as extraordinárias qualidades do jovem e o recomendou para o Santos. Com 17 anos ele estourou na Copa do Mundo, na Suécia, onde foi campeão e revelação. Despertou a atenção do universo esportivo que começou a vasculhar a vida do craque desde o nascimento. Rádios, jornais e TVs do mundo estiveram em Bauru. Todos encantados com o jovem que foi tricampeão mundial (1958/62/70) e eleito Atleta do Século. Ele jogou cerca de 20 anos no Santos. Sua transferência para o Cosmos de Nova York foi para ajudar a implantação do futebol naquele país que é chamado de soccer. Com essa mudança, voltou o assédio da imprensa norte-americana recontando a história do Pelé com Bauru novamente no noticiário internacional. Dentro do foco esportivo, o Bauru Tênis Clube tem quatro estrelas de ouro em sua bandeira. São dois títulos mundiais conquistados por Luiz Carlos de Barros Cesar em 1953 em Dortmund, Alemanha; em 1955, em San Sebastian, na Espanha. Outro mundial foi da jovem tenista Cláudia Neli Failace, categoria 10 anos, em 1979, em Caracas, na Venezuela e de Roger Guedes, categoria 60 anos, pela Federação Internacional de Tênis (ITF), em 2014, na cidade de Antalaya, na Turquia.

 

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