Brasília - O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), protocolou nesta terça-feira (28) o requerimento para a instalação de uma CPI para investigar o balcão de negócios do Ministério da Educação sob o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). "Há um desejo no Senado de que esse esquema escandaloso que se instalou no Ministério da Educação tenha uma séria investigação", disse Randolfe.
O próximo passo para a instalação da comissão é a leitura do requerimento em plenário pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Não há prazo para isso.
Pacheco vem sofrendo pressão dos governistas para que segure a instalação da comissão. Nos últimos dias, no entanto, ele tem sinalizado que a análise do requerimento será "regimental", e não "político".
A prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na operação que investiga o gabinete paralelo aumentaram a pressão pela instalação da comissão no Senado. O requerimento protocolado por Randolfe Rodrigues, contava com a assinatura de 30 senadores, três a mais que o necessário. Haviam confirmado a adesão nas últimas horas os emedebistas Marcelo Castro (MDB-PI) e Confúcio Moura (MDB-RO). Logo após o requerimento ser protocolado, o senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE) acrescentou a sua assinatura, elevando o total para 31 senadores.
Também a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou à PGR (Procuradoria-geral da República) pedido para que se pronuncie sobre as suspeitas de interferência presidencial nas apurações sobre corrupção no MEC.