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Tratamento de esgoto

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Outro desafio que Bauru terá pelos próximos anos será o de aumentar o tratamento de seu esgoto, dos atuais 4,8% para 100%. O novo marco legal do saneamento básico, Lei Federal 14.026/20, estipulou prazo até dezembro de 2033 para que todos os responsáveis pelos serviços de saneamento básico (água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem urbana) universalizem o atendimento à população.

Dentro deste tema surge a novela envolvendo a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, que é sonhada por bauruenses desde o início do milênio e que foi prometida para 2016. Iniciada em 2015, a obra da ETE sofre para avançar e, atualmente, está paralisada em razão de rescisão contratual e judicialização do caso. 

Com investimento previsto em R$ 126 milhões, a estrutura está orçada, atualmente, em R$ 146,7 milhões, sendo a maior parte custeada com recurso a fundo perdido do governo federal.

IMBRÓGLIO

Ao longo dos últimos seis anos, vários aditivos ao contrato foram aprovados, o que representou quase 19% do valor original. Em setembro do ano passado, a prefeitura rescindiu o contrato com a COM Engenharia, até então responsável pelos trabalhos, sob o argumento de falhas na execução.

Na ocasião, o município apontou mais de 700 fissuras nos tanques, além de problemas de escoramento nas lajes e de aplicação do concreto na obra, até então 60% entregue.

Estimativas indicaram que as adequações necessárias poderiam chegar aos R$ 50 milhões - o que significa elevar o preço total da ETE para quase R$ 200 milhões.

Atualmente, a prefeitura tem trabalhado para tentar uma nova licitação ainda neste ano, visando a retomada dos trabalhos.

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