Pauta inadiável, o manejo adequado dos resíduos sólidos é uma preocupação não só de Bauru, mas de gestores municipais de todo o País. Na cidade, porém, a situação demanda de atenção redobrada uma vez que o município pode acabar perdendo uma verba federal, de cerca de R$ 4 milhões, usada no estudo já entregue para a Parceria Público-Privada (PPP) do Lixo. O prazo dado pela Caixa para que Bauru publique o edital da licitação baseado no estudo termina em 30 de setembro deste ano. Se não usar, Bauru terá de pagar pelo estudo.
Mas, para conseguir contratar uma empresa concessionária, a prefeitura precisa aprovar antes na Câmara Municipal o projeto de lei que a autorize a conceder à iniciativa privada a gestão dos resíduos sólidos da cidade.
Por não contemplar a coleta, que deve continuar com a Emdurb, e prever a construção de um novo aterro sanitário no município, a proposta atual para PPP do Lixo tem sido alvo de críticas. No entanto, há quem defenda que Bauru não deva perder o recurso e a oportunidade, considerando que a cidade, hoje, está praticamente "na estaca zero" quanto à correta destinação do lixo.
O último aterro sanitário foi encerrado em 2016, época em que Bauru passou a levar suas cerca de 300 toneladas diárias de lixo para um aterro particular, localizado em Piratininiga. O problema é que, além de ter que submeter as equipes e caminhões ao percurso maior, o que também gera mais gastos, a cidade ainda paga caro para destinar seus resíduos ao invés de reaproveitá-lo de forma sustentável, assim como prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado há mais de uma década.
O plano em questão incentiva a coleta seletiva, a reciclagem, a redução na geração de resíduos, a eliminação dos lixões e a logística reversa, entre outros pontos centrais.
Segundo indicadores Bright Cities do I-Nova, a coleta seletiva em Bauru abrange, hoje, 73% da população, mas o mesmo indicador aponta que nem 2% do total de resíduos sólidos são reciclados.