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Macrodrenagem urbana

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto falta água na época de estiagem em Bauru, nos períodos chuvosos sobram alagamentos e transtornos. Desafios esses que só serão superados diante de investimentos efetivos em projetos e obras de médio e longo prazos de macrodrenagem urbana.

Para se ter uma ideia, apenas 19% das vias públicas contam, hoje, com redes ou canais subterrâneos para águas pluviais na zona urbana. A informação consta na plataforma desenvolvida pela Bright Cities e mantida pelo I-Nova, centro que tem balizado as ações do Codese.

E quando se fala em drenagem, um dos grandes gargalos no município envolve os alagamentos da avenida Nações Unidas, via de fluxo intenso e que corta a cidade de Norte a Sul. Mas já outros.

NAÇÕES UNIDAS

No entanto, só para a drenagem necessária na Nações estima-se investimentos na ordem de até R$ 700 milhões. Estudos concluídos em 2018 apontaram que a melhor saída para o problema seria a construção de quatro piscinões em áreas próximas à avenida, o que ajudaria a reter a água das enxurradas e destiná-la para o Córrego Água das Flores, hoje canalizado sob a via.

Piscinões, que dividem opiniões, são projetados para os seguintes pontos: o prioritário na Praça Salim Haddad Neto, na Vila Cidade Universitária; um outro menor situado em uma das rotatórias da FOB-USP, a que liga a alameda Octávio Pinheiro Brisola com as ruas Silvio Marchione e João Abo Arrage; um piscinão duplo ao lado do playground do Parque Vitória Régia e um outro piscinão duplo na Praça do Líbano, no cruzamento na Nações com a Rodrigues Alves.

Enquanto o projeto segue apenas no plano de ideias, o que o Executivo tem feito é agir "apagando incêndios" em relação aos estragos. Trechos da via receberam placas de alerta e, quando chove forte, eles são bloqueados para evitar risco maior aos condutores e pedestres. Muito pouco...

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