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Segundo pesquisa da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), só 3,7% dos parques tecnológicos do Brasil estão no Norte. O Centro-Oeste tem a mesma porcentagem. Os dados são de 2020.

O estudo também apontou falta de incubadoras e aceleradoras nas duas regiões, em comparação com as demais áreas do País. Em outra frente, ranking da Escola Nacional de Administração Pública aponta que a melhor cidade do Norte em inovação, Porto Velho, é apenas a 26ª do País. Do Centro-Oeste, excluindo Brasília, a melhor é Cuiabá, 51ª colocada no ranking. O Sebrae, por sua vez, desenvolve ecossistemas em 113 municípios de 21 estados. Desses, 85% ainda iniciam a operacionalização e só o de Florianópolis é considerado maduro - o levantamento exclui São Paulo e Rio.

Para Danilo Piucci, diretor de ecossistemas da Associação Brasileira de Startups, as fases iniciais desses ambientes são as mais difíceis. "Não falta financiamento direto ao empreendedor. Falta financiar a estrutura de suporte, como incubadoras, aceleradoras e espaços para startups se relacionarem."

O Nordeste, por sua vez, é a terceira região com melhores ecossistemas, segundo especialistas. O ambiente de Natal, por exemplo, foi finalista no prêmio da Confederação Nacional da Indústria de melhores ecossistemas de inovação do Brasil em 2022 - todos os vencedores são do Sul.

Já Recife abriga o Porto Digital, um dos maiores ambientes brasileiros de inovação. Para Rosana Jamal, diretora de empresas da Anprotec, a cidade soube explorar a excelência em computação da Universidade Federal de Pernambuco.

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