Tribuna do Leitor

Falta segurança pública!

Júlio César Cardoso
| Tempo de leitura: 2 min

Não vejo na plataforma de medidas a serem implementadas pelos candidatos ao Palácio do Planalto destaque para combater o grave problema de falta de segurança pública no país.

Ou os candidatos fingem que não existe o problema ou se comportam como se vivessem alienados em outro planeta.

Basta consultar a sociedade e acompanhar os noticiários para saber que a falta de segurança pública no país, hoje, é a mais importante das necessidades, tão negligenciada por todos os governos.

Sem segurança pública a todos, as demais necessidades ficam prejudicadas: educação, saúde, etc. Como se pode ir à escola, ao trabalho, ao médico ou hospital sem garantia plena de segurança no seu direito constitucional de ir e vir sem ser molestado?

O país há muito tempo é carente de política eficaz de segurança pública. As agências bancárias, por exemplo, têm sido alvo constante da investida de bandos armados, causando intranquilidades nas cidades. Em todo o quadrante nacional, o povo vive sobressaltado e as instituições da mesma forma. Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, os criminosos sufocam a sociedade pacífica e pagadora de impostos.

Não se tem mais segurança de ir ao trabalho, ao colégio, ao hospital, ao lazer, etc. Hoje, a sociedade é importunada ou assassinada dentro de sua própria casa por delinquentes.

Quando saímos de casa paira a sensação desagradável de que, a qualquer momento, possamos ser assaltados, baleados ou mortos, tal é o clima de insegurança pelo qual passa o país.

Não se compreende por que a questão da falta de segurança pública para todos, fato inquestionável, não seja preocupação política e não ocupe a pauta prioritária das campanhas eleitorais.

Segurança pública é um direito de todos os cidadãos e cidadãs e uma obrigação compartilhada da União, Estados e Municípios. O aumento da quantidade de crimes no país requer providências urgentes!

Ou os políticos têm segurança particular, paga com o dinheiro dos contribuintes, e por isso não consideram a falta de segurança pública uma grave necessidade?

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