Reinaldo Cafeo

IPCA-15: deflação


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Amplamente divulgado e comentado, a prévia da inflação brasileira, o IPCA-15 apresentou deflação de 0,73% em agosto. É considerada prévia da inflação porque o período de coleta de dados não é o mês fechado e sim do dia 16 do mês passado até o dia 15 deste mês. Vamos nos aprofundar nos dados do IPCA-15.

Detalhamento do IPCA-15

Primeiro, vale destacar que deflação quer dizer queda geral de preços, ou seja, na média, os preços atuais estão menores do que os preços do mês anterior. Vale ainda destacar que o índice de 0,73% é a maior deflação já registrada pelo IPCA-15. O resultado foi puxado pela queda dos preços no grupo Transportes, que se deve, principalmente, à queda no preço dos combustíveis (-15,33%). Também foram registradas quedas no etanol (-10,78%), no gás veicular (-5,40%) e no diesel (-0,56%).

Mais detalhes do IPCA-15

No grupo Alimentação e Bebidas a maior queda no preço foi a abobrinha (-17,89%), em seguida veio o tomate (-15,04%), o morango (-14,12%) e a batata-inglesa (-13,37%). As passagens aéreas também registraram queda: 12,22% (foram quatro meses de alta).

Juros não devem subir

Com os índices de inflação de vários institutos de pesquisas apontando para deflação, talvez não seja necessária nova alta de juros na próxima reunião do COPOM - Comitê de Política Monetária, do Banco Central do Brasil. Lembrando que a reunião está agendada para os dias 20 e 21 de setembro. Atualmente a taxa básica de juros é de 13,75% ao ano, mesmo patamar projetado pelo mercado via Boletim Focus.

Regra básica para administrar gastos no cartão de crédito

A taxa de juros no rotativo do cartão de crédito é uma das mais caras do mercado, sendo em média, 12,5% ao mês o que equivale a uma taxa anual de 310,99%. Isso mesmo, um absurdo. Para evitar não pagar a fatura integral siga a regrinha a seguir. Separe todos os compromissos financeiros que não são pagos com o uso do cartão de crédito. Totalize-os. Também leve em conta guardar de sua renda 15% para prioridades financeiras. O valor que sobrou é o máximo de gasto que você pode ter no cartão. Se tiver disciplina, a fatura do cartão chegará e você terá recursos suficientes para pagar a fatura integralmente e não precisar utilizar o rotativo. A pergunta que não quer calar: você está disposto a pagar juros de 310,99% ao ano? Claro que a resposta é não, portanto, mude a forma de gerenciar seus recursos financeiros.

Exemplificando

Para ajudar a praticar a regra acima, vamos exemplificar. Vamos supor que a renda líquida (renda bruta menos impostos) de sua família seja de R$ 3 mil. Pela regra você deve somar todas os compromissos financeiros mensais que não são pagos com cartão de crédito, como por exemplo, água, energia, aluguel, mensalidade escolar, entre outros. Vamos supor que a soma destes valores atinja R$ 1.500,00. Sobraram R$ 1.500,00 de sua renda mensal. Em seguida reserve 15% de sua renda mensal para as prioridades financeiras (pagar dívidas e/ou poupar). Teremos R$ 1.500,00 menos R$ 450,00, sobrando R$ 1.050,00, que será o valor máximo que sua família poderá gastar utilizando o cartão de crédito. Esqueça o limite que a administradora de cartão oferece. Apure o seu limite e não ultrapasse este valor.

Não destrua valor

Será que você e sua família não estão destruindo valor patrimonial? Para saber, é constatar se seu patrimônio está andando para trás, ou seja, cada mês que passa seu patrimônio fica menor. Isso depende de suas decisões, de suas escolhas. O primeiro passo para não destruir valor é gastar dentro do limite que sua renda permite. Neste caso você pode até não criar valor, mas ao menos ficará estacionado. Quem gasta mais do que ganha destrói valor. Pense nisso.

Mude já, mude para melhor!

Está cada vez mais difícil travar um diálogo e até mesmo discutir temas relevantes para nossa sociedade. Quando as coisas apertam entram em jogo os que se vitimizam e aí, em vez da discussão ficar no campo das ideias, vai para o campo pessoal. Pobreza total. Pense nisso. Mude já, mude para melhor!

 

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