Santiago - Em uma cerimônia confusa e atrasada devido a nomeações controversas, o presidente chileno Gabriel Boric fez sua primeira troca de gabinete, elevando a idade média do ministério. Ao todo, foram seis trocas.
Colega de militância e companheiro político do presidente, Giorgio Jackson saiu do cargo estratégico de secretário-geral da Presidência.
Outra mudança importante foi a saída de Izkia Siches do ministério do Interior, sem ser recolocada. Siches foi peça essencial em sua campanha eleitoral. Ela será substituída por Carolina Tohá, 57, e é filha de José Tohá, ex-ministro de Interior Salvador Allende. O cargo de ministro do Interior é o mais importante do gabinete porque, no Chile, é o primeiro na linha de sucessão do presidente.
A cerimônia teve polêmica e atraso porque, num primeiro momento, havia sido anunciada a indicação de Nicolás Cataldo, do Partido Comunista, para o cargo de subsecretário de Interior, cargo a quem respondem as forças policiais. A oposição reagiu rápido, divulgando tuítes de Cataldo contra a instituição. Uma hora depois, com a cerimônia atrasada, a nomeação foi cancelada.