Washington - Países-membros da ONU aprovaram nesta sexta-feira (16) resolução para permitir que o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, participe de maneira virtual da 77ª sessão da Assembleia-Geral, marcada para terça (19), em Nova York. O Brasil se absteve.
A decisão foi defendida por 101 de 193 nações. A Rússia e outras seis nações aliadas ao governo de Vladimir Putin (Belarus, Cuba, Síria, Coreia do Norte, Nicarágua e Eritreia) foram contrárias.
Além do Brasil, outros 18 países se abstiveram de votar. Entre eles, África do Sul e China -que também compõem o bloco do Brics.
A missão ucraniana argumentou que Zelenski não pode participar de reuniões presenciais devido ao desenrolar da guerra no Leste Europeu.
Até aqui, de fato, o político tem apenas discursado por meio de vídeos em fóruns e Parlamentos ao redor do mundo.
O vice-embaixador russo na ONU, Dmitri Polianski, afirmou que Moscou sempre foi a favor de uma diplomacia presencial, segundo relato da agência Reuters, e acusou nações ocidentais de adotarem dois pesos e duas medidas. "Líderes da África, que com frequência têm dificuldades semelhantes para chegar a Nova York, tiveram direitos do tipo negados."
A ditadura da Belarus, comandada por Aleksandr Lukachenko, apresentou uma emenda para permitir que todos os líderes com problemas de segurança para ir a Nova York, não apenas Zelenski, pudessem enviar mensagens gravadas. Mas o recurso foi rechaçado por 67 votos -foram 23 favoráveis e 27 abstenções.
O Brasil apoiou a tentativa belarussa.