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Potencial


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De acordo com o levantamento, a Cesta Afro não está devidamente representada no canal de farmácias - que responde por 26,4% das vendas de produtos afro, frente à média de 34,7% das vendas de higiene e beleza em geral. Em contrapartida, existe uma presença maior dos produtos da Cesta Afro no canal atacarejo, que responde por 25,7% das vendas da cesta, enquanto que, do mercado de higiene e beleza como um todo, representa 21,7%.

Também o canal perfumarias responde por uma fatia maior da Cesta Afro, quando comparado às vendas de higiene e beleza em geral: 8,6%, frente a 6,10%.

"Há um grande potencial de consumo de produtos de higiene e beleza entre as famílias negras, que não está sendo devidamente aproveitado pelo varejo", afirma Domenico Tremaroli, diretor de atendimento da NielsenIQ.

A maquiagem afro, por exemplo, só aparece em 10% das farmácias, enquanto a categoria maquiagem alcança quase 100% do canal. Da mesma maneira, o pós xampu afro chega a 50% dos supermercados (autosserviço), enquanto a categoria pós xampu está em praticamente todos os pontos. Também nos supermercados, a categoria protetor solar chega a 80% das lojas, nas quais o produto da cesta afro simplesmente não existe.

Falhas na distribuição respondem por parte desta discrepância, segundo o executivo. "Quando existe o produto na gôndola, a um preço competitivo ou embalagem promocional, o consumidor leva. O problema é que os itens da Cesta Afro não chegam a um número relevante de pontos de venda", diz ele, reforçando que, apesar de a penetração da a maioria das categorias ser maior dentro dos lares brancos, os lares negros ainda representam o maior potencial.

A NielsenIQ apontou que as famílias negras e pardas compõem 52% dos lares no Brasil, mas representam 47% do consumo. Os lares negros estão em sua maioria nas regiões Norte (71,8% da população), Nordeste (63,2%) e Centro-Oeste (53%) do país.

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