Regional

Bariri: obra voltará a ser licitada para melhorar tráfego em eclusa

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Com o objetivo de melhorar o tráfego de embarcações no Rio Tietê e gerar mais produtividade, o Departamento Hidroviário (DH) de São Paulo, vinculado à Secretaria de Logística e Transportes do Estado, afirma que abrirá, ainda este ano, licitação para a construção do atracadouro na eclusa de Bariri (56 quilômetros de Bauru). Além desta obra, a pasta também anunciou intervenções em Pongaí e, em breve, em Anhembi. Essas ações, que integram o Plano Diretor da Hidrovia Tietê-Paraná, foram detalhadas pelo diretor do DH, o engenheiro José Manoel de Oliveira Reis, durante sua visita a Bauru na última semana.

De acordo com o diretor do DH, o atracadouro permite agilizar manobras necessárias para comboios ultrapassarem o desnível da barragem, o que permitirá aumentar o tráfego pelo local, gerando maior produtividade. "A obra para construção será licitada ainda este ano", afirma.

Atualmente, o desmembramento e recomposição das embarcações para passagem nas eclusas são realizados em pontos de espera distantes. Vale lembrar que a mesma obra já havia sido licitada em 2014, no entanto, não foi concluída.

PONTE DE PONGAÍ

Ainda este ano, também deverá ser lançado edital da licitação para as obras de proteção dos pilares do viaduto da rodovia Dona Leonor Mendes de Barros (SP-333), que fica sobre o Rio Tietê, em Pongaí (100 quilômetros de Bauru), para evitar maiores danos em possíveis se houver alguma colisão.

Conforme o JC noticiou, em 2012, os vãos da ponte foram ampliados para permitir a passagem de embarcações mais largas, já que, antes, era necessário desmontá-las para reduzir sua largura. Essa manobra, inclusive, gerava um atraso de duas a três horas no tempo de viagem.

EM ANHEMBI

Já em Anhembi (143 quilômetros de Bauru), está prevista a atualização do projeto que objetiva licitar o desassoreamento do Rio Tietê. Essa obra permitirá maior acesso de embarcações a Santa Maria da Serra, onde há portos intermodais que integram hidrovia e rodovias para transporte de produtos.

"A correnteza do rio leva muitos detritos para aquele trecho, o que provoca o assoreamento com certa frequência. Então, também teremos que desassorear com frequência. Naquela região há muito transporte de milho", complementa o diretor.

INVESTIMENTO

Todas essas ações que serão promovidas pelo Estado, previstas no Plano Diretor da Tietê-Paraná, visam melhorar a navegação pelo canal, atrair a adesão de empresas ao transporte hidroviário e também permitir que, no futuro, seja possível dobrar o tráfego de embarcações. Não há prazo, no entanto, para que todas as obras sejam finalizadas.

"A hidrovia oferece muitas vantagens. Há o acréscimo ambiental; o fato de ser um transporte seguro, com poucos acidentes; e a questão do frete. A empresa que transporta seus produtos pela ferrovia tem o frete em torno de 30% mais barato do que na ferrovia. Em relação à rodovia, é em torno de 50% mais barato. Isso porque são necessários menos 'motores' para transportar uma quantidade bem maior de produtos. Isso torna o produto muito mais competitivo, tanto no mercado interno quanto no mercado externo", afirma José Reis.

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